Temos que nos relacionar!

Temos que nos relacionar!

Há poucas semanas li um artigo na Harvard Business Review (“Startups Need Relationships Before They Ask for Money“, por Evan Baehr) na qual o autor explora a necessidade de empreendedores de startups trabalharem, permanentemente, as conexões com o mercado. Na sua abordagem, um empreendedor deveria iniciar os relacionamentos com os investidores muito antes de sua ideia virar um produto, bem antes do MVP. E digo mais, os relacionamentos são necessários não só para facilitar a captura de investimentos, mas também em todo o ciclo de vida do empreendimento.

ConectionsJá sugerido por Steve Blank, que propôs o Modelo de Desenvolvimento do Cliente (no livro “The Four Steps to the Epiphany”), na largada, na etapa de Descoberta do Cliente, o empreendedor deve sair do escritório e ir ao mercado, falar com as pessoas com as quais tenha relacionamentos profissionais e pessoais de forma a validar suas ideias, aprender sobre o mercado, encontrar onde seu produto irá agregar mais valor, criar diferenciais, e assim por diante.

Tudo parece muito simples quando se está lendo tais recomendações ou assistindo a uma palestra sobre empreendedorismo. No entanto, como qualquer tarefa, exige iniciativa, habilidade e prática. Um bom relacionamento se desenvolve quando existe confiança, empatia e respeito entre as pessoas envolvidas. E, quando você cria conexões com pessoas com credibilidade, as pessoas passam a acreditar em você também.

Para criar relacionamentos, a iniciativa é fundamental. Eventos de networking existem a todo momento e em vários formatos. Mas é preciso executar a ação, ir ao encontro das pessoas, entender o que elas fazem, porque estão ali, o que procuram. Fale de você, das suas idéias e seus projetos. É normal sentir-se intimidado, principalmente se você se depara com alguém que representa uma empresa que seria estratégica para você se relacionar. Na verdade, estamos falando de relações humanas, e com a prática, você irá conhecer as pessoas, como elas respondem aos estímulos, seus sinais, suas mensagens.

Voltando ao negócio, se você tem a oportunidade de expor sua ideia para um investidor e para pessoas que você se relaciona, o feedback irá ajudá-lo a ir adiante ou repensar seu produto. Será melhor para você ensaiar estes movimentos antes de ir à luta por investimentos, pois irá ajudá-lo a enxergar melhor o mercado e formatar o seu pitch.


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Jader Volkmer

jader@star2up.com.br

Consultor em Projetos de Inovação e Desenvolvimento de novos negócios

1Comentário
  • Postado em09:42, 16 de março de 2016

    Perfeito. Acredito que quanto mais o tempo avança, mais precisamos de relacionamentos. Mesmo para um processo simples como vender pão há uma rede complexa. Temos todo lado dos fornecedores de insumos. Temos a venda e relacionamento com clientes. Depois há toda uma rede financeira, fiscal e contábil. Entre a ideia do melhor pão do mundo e o negócio de sucesso há uma rede. Essa é uma dificuldade para quem tem uma ideia de um produto genial, pois geralmente o dono da ideia se apaixona pelo produto e não trabalha no relacionamento, acreditando que todos gostam do que ele gosta. Digo que o amor é cego, e o segredo do sucesso não é o melhor produto do mundo, mas como o empreendedor se relaciona com o mundo.

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