Competitividade: a startup e a concorrência

Competitividade: a startup e a concorrência

Avançando pela fase do Desenvolvimento Mercadológico, com a solução ganhando escala no mercado alvo, há uma grande chance, para não dizer certeza, de que logo surgirão concorrentes. Com soluções similares, esses novos entrantes chegam ávidos por tomar parte do market-share conquistado com grande esforço. Sendo assim, chegamos à etapa na qual uma atenção especial deve ser dada à COMPETITIVIDADE do negócio.

Nesta etapa, o empreendedor, em muitos casos marinheiro de primeira viagem em questões de concorrência e estratégia competitiva, deve desenvolver novas competências e iniciativas para manter seu negócio à frente dos potenciais concorrentes, novos entrantes ou empresas estabelecidas imitadores ou players com novas propostas de valor para o problema que seu negócio identificou e apresentou uma solução.

Alguns aspectos de sua solução, possivelmente já trabalhados, como atributos de valor inovadores, e outros a serem aprofundados, como a posição competitiva, devem ser explorados com novas iniciativas estratégicas. Isso implica que é chegada a hora de desenvolver com mais profundidade uma análise estratégica do negócio culminando no desenho de um plano estratégico (business plan) estruturado… Pois é, a startup tornou-se uma empresa estabelecida, e deve incorporar novas práticas de gestão.

Se ainda não aconteceu, provavelmente o caso, passa a ser imprescindível ter firmeza de que a missão da empresa está consolidada, amplamente conhecida e levada ao cabo por todos os colaboradores, e que a visão do negócio é bem difundida é perseguida com afinco.

Os objetivos e métricas estratégicas, e suas respectivas métricas operacionais (KPIs), devem ser delineadas. Iniciativas estratégicas e seus desdobramentos em ações táticas, projetos e planos operacionais devem ser estabelecidos e implementados. Nesse caminho do planejamento à ação, o ambiente de competição deve ser bem entendido e continuamente explorado, e o posicionamento estratégico, a forma de concorrência, diferenciação ou liderança de custos, ou inovação de valor, deve ser consolidado.

As iniciativas devem ter uma postura estratégica (movimento) coerente com a fase de evolução no ciclo de vida do empreendimento: ainda em crescimento ampliando o ganho de escala no mercado, em desenvolvimento e consolidação da posição competitiva, em momento de colheita com o empreendimento atingindo a maturidade do negócio, ou – uma situação não desejada, mas possível – em fase de sobrevivência.

No processo de desenvolvimento do business plan, em particular na definição das iniciativas estratégicas, é crítico o estudo e o entendimento sobre os aspectos internos que contribuem ou dificultam a ação estratégica frente a fatores externos incontroláveis. Então, se faz necessário compreender quais são as forças e as fraquezas da organização que facilitam ou prejudicam a exploração de oportunidades e/ou minimizam ou potencializam as ameaças do ambiente de competição. Essa compreensão normalmente é facilitada por uma análise SWOT.

E, antes que alguns caiam no lugar comum da crítica sem sentido aos business plan ditos estáticos e fora de moda, que fique claro que a análise e planejamento estratégico devem ser instituídos como um processo contínuo com revisões e evoluções sistemáticas, afinal o mundo gira, o tempo não para, as necessidades dos clientes (problemas) se renovam, os concorrentes estabelecem novas formas de competição,… Se não estivermos atentos a isso, com ações de antecipação ou, na pior das hipóteses, de reação, o negócio tende a não ir muito longe.

No próximo post vamos consolidar a fase do Desenvolvimento Mercadológico, discutindo a etapa de EXPANSÃO do negócio.


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Robin Pagano

robin@star2up.com.br

Pensador, palestrante e consultor em empreendedorismo, inovação, estratégia e gestão de negócios.

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